Mais um feriado
de Semana Santa chegou e como já virou tradição em nosso Moto Grupo, fizemos a
nossa viagem deste período. Para este ano o local preferido pelos amigos
Calangos deveria ser com praia, pois já havíamos viajado para serra (Triunfo –
PE) e rio (Petrolina - PE/Juazeiro - BA)... as opções eram muitas, pois o nosso
estado é detentor de várias e boas delas, a preferida era Jericoacoara... mas
devido ao pouco tempo para a viagem e a intenção de diminuir o custo da mesma
decidimos por Paracuru.
Depois de
alguns duros contratempos o grupo da viagem acabou reduzido a dois casais... eu
e minha esposa Tamires e os amigos Jorge e Ludmila.
Combinamos a saída para as
4h da quinta-feira, 24 de março. Neste horário passamos na casa deles e de lá
partimos para encarar os mais de 380km que percorreríamos até o nosso destino.
Neste trajeto os maiores desafios que esperávamos seriam, além da distância, os
trechos esburacados da BR 020, as chuvas e as rodovias estaduais que ainda não
conhecíamos.
O primeiro
trecho da viagem foi o mais difícil, a escuridão da madrugada com os buracos da
BR 020 obrigaram a diminuirmos a velocidade e chegarmos a Boa Viagem com o dia
já claro por volta das 6h da manhã... e na chegada nosso primeiro banho de
chuva... aproveitamos para nossa parada providencial do café da manhã, que nos
daria a energia necessária para continuarmos.
Dando continuidade à nossa viagem topamos, no
que para nós seria uma surpresa, a falta de gasolina aditivada nos postos que
estão às margens da BR 020, isso aconteceu em Boa Viagem e também em Canindé,
onde inclusive, chegamos a entrar na cidade procurando o combustível especial e
não encontramos. Pouco depois de Canindé chegaríamos a Santa Fé, ponto no qual
deixamos para trás a BR 020 com seus trechos esburacados e trânsito pesado,
vencidos com prudência, algumas freadas bruscas e sustos esperados... e passamos
a transitar na CE 253 que nos levou para Paramoti.
A pouca
distância entre as cidades e a novidade do trajeto fizeram a passagem pelo
trecho das estaduais CE 254 e 341 aparentar ser mais rápido, pois mal
percebemos, havíamos passado por Paramoti, General Sampaio e Apuiarés. Na
terceira combinamos uma parada rápida para descanso e uma re-hidratada... e
aconteceu um fato engraçado, quando três garotos em bicicletas observando a
nossa chegada, parada e ao tirarmos os capacetes e acessórios, nos perguntaram
se éramos da polícia... para tirar uma onda, respondi que sim... continuaram interrogando
se estávamos a procura de bandidos... e resolvi deixá-los ainda mais curiosos
respondendo que não podia dizer pois estávamos em uma operação secreta, eles
saíram cochichando muito e por longo período olhando para trás, para nós e para
as motos, foi difícil segurar o riso.
Logo passamos
também pela cidade de Pentecoste, na qual está o grande açude Pereira de
Miranda, que impressionou pelo porte, mesmo estando com baixo volume de águas.
Bem próximo estava a região metropolitana de Fortaleza, o cruzamento com a BR
222 e seguindo o cruzamento com a CE 085, e com ele a sensação de que já
estávamos chegando, faltava pouco.
Ainda curtindo
a novidade da paisagem e do clima de litoral chegamos ao nosso destino. Por
volta das 11h20min chegávamos a Paracuru. Na entrada fomos recepcionados por uma
grande operação policial com blitz de trânsito, após passarmos por ela,
combinamos almoçar logo, antes de procurar a pousada que nos hospedaríamos. A
busca por um restaurante nos levou ao centro, bem na praça da matriz. Um
agradável self-service foi o local escolhido e lá mesmo encontramos com a
Cláudia, tauaense Madrinha da Ludmila que há alguns anos mora em Paracuru.
Almoçamos,
conversamos e depois de aceitarmos o convite para o almoço no dia seguinte na
casa de Cláudia saímos para procurar o hotel. Eu já esperava alguma
dificuldade, mas quando percebemos que estava difícil até os moradores da
cidade informarem sobre ele, comecei a me preocupar. Mas não demorou muito
conseguimos encontrar. O local, pouco sinalizado e de difícil acesso devido à
pavimentação em paralelepípedo ruim, escondia um hotel diferente, agradável e
muito bonito – estilo chácara com os quartos sendo pequenos chalés.
À tardinha
fomos para o primeiro passeio na orla de Paracuru. O acesso não era muito
legal, a região não recebe os devidos cuidados dos órgãos públicos com relação
à limpeza e serviços turísticos, mas a beleza e tranquilidade do local fizeram
valer a pena. Passamos um tempinho em uma barraca na praia, comemos uns
petiscos e voltamos ao hotel. Retornamos à noite para mais uma volta... agora
na praça da matriz, onde era bem movimentado. Jantamos, compramos algumas
lembrancinhas e curtimos o clima agradável da primeira noite. Não fechamos o
primeiro dia considerando-o excelente porque a minha moto resolveu me assustar
voltando a apresentar a falha ao dar a ignição. Um bom e velho tranco resolveu
por aquele momento.
Na sexta de
manhã curtimos a praia de Paracuru. Muito agradável, tranquila, vendedores,
muitas ondas e pescadores em jangadas, a cara do nosso Estado. Só estranhamos a
presença constante de cachorros pela areia da praia, o que não considero
correto. Tirando isso... muito boa manhã... inclusive com o Dindinzão... Vai um
aí?
Visitamos a Cláudia,
madrinha da Ludmila, e conhecemos sua família no almoço. Pessoas simples e
maravilhosas que pela receptividade e bom papo nos cativaram rapidamente. A
surpresa foi que sua casa ficava relativamente perto do hotel. Combinamos nos
ver a noite na praça central. E voltamos para o hotel para descansar e curtir o
fim de tarde na piscina.
No hotel mais
amizades foram conquistadas, Elifran e Andreya, casal de Fortaleza que curtia o
feriado viajando de moto, o interessante era que ela também é professora de
Educação Física.
Na manhã do
sábado organizamos o grupo para um passeio que seria próximo de Paracuru, agora
também com Elifran e Andreya na terceira moto e a Cláudia e seu esposo Valdemir
de carro. Visitas inesperadas fizeram Valdemir mudar os planos e ele acabou
decidindo apenas nos indicar o caminho guiando-nos até a saída de Paracuru para
Lagoinha. Para nossa alegria ele não resistiu e acabou mesmo indo conosco até
lá...
Lagoinha nos surpreendeu pelo porte, beleza e organização. A família da
Cláudia precisou voltar próximo ao meio dia por causa das visitas... mas
ficamos até umas 14h, embora quiséssemos ficar mais. Visitamos o Tio do amigo
Jorge que mora em Lagoinha antes de voltar. Ao retornarmos para Paracuru
fechamos o dia na piscina... e mais uma vez fomos dar uma volta noturna na
praça da cidade.
Chegado o dia
da volta, o domingo, logo cedo, a surpresa inesperada e indesejada... minha
Lander não ligou... depois de várias tentativas para pegar no tranco... com
todo o apoio e esforço físico do amigo Jorge... conseguimos... saímos, mas logo
ela apagou. Recorremos ao casal amigo Valdemir e Cláudia que de pronto
apareceram e deram todo o suporte levando-nos inclusive para fazer uma limpeza
no bico de injeção da moto. Resolvido o problema da moto, por volta das 10h
iniciávamos a viagem de volta.
No trajeto da
volta os desafios seriam: a insegurança com relação ao problema da moto, o
tempo para a viagem, devido ao atraso da saída e a rota, que agora passaria por
Fortaleza, o que sempre gera mais atenção e cuidado na travessia da grande
Metrópole... mas fomos surpreendidos também com o grande fluxo de veículos
retornando do interior para a capital no fim do feriadão (ainda bem que não era
o mesmo sentido que estávamos) e as várias chuvas rápidas que nos pegaram
durante o percurso.
A rodovia CE
085 duplicada fez com que o grande fluxo de veículos indo para a capital
andasse bem, embora existam muitos foto-sensores; passamos tranquilamente por
Caucaia e Fortaleza andamos bem até Canindé... quando decidimos parar para o
almoço.
Após a parada
para nos alimentarmos, prosseguimos no caminho de casa... mais tranquilos, pois
a moto funcionava bem e porque iríamos passar pelo trecho esburacado ainda com
a luz do dia. Durante essa passagem, a judiação dos buracos fez com que se
soltassem os pinos prendedores da borracha que protege a suspenção da sujeira jogada
pelo pneu traseiro da minha moto. Ao percebermos a situação através do barulho
paramos assim que pudemos, na Cruzeta, para improvisar uma amarra com um
canudinho de refrigerante (criatividade do nosso amigo Jorge que resolveu até a
chegada).
Pouco depois da
Cruzeta, entrando no município de Tauá, escureceu... diminuímos a velocidade e
aumentamos o cuidado e atenção para evitar alguma surpresa desagradável na
chegada. Pouco antes das 19h chegamos em Tauá. Nos despedimos dos companheiros
de viagem Jorge e Ludmila próximo do entroncamento da BR 020 com a Av. Chermont
Alves de Oliveira e tomamos o rumo de casa, cansados e felizes por termos
conseguido cumprir mais uma AVENTURA, essa com direito ao que de melhor podemos
encontrar em nossas viagens, novas amizades, lugares incríveis, sensação de
liberdade e companheirismo, e também a imprevistos e sustos que estamos sempre
sujeitos, mas no final, com a graça de Deus, chegamos bem e em paz!
Valeu!!!










Viagem maravilhosa com amigo sensacionais! Já estamos ansiosos pelas próximas viagens! Obrigado amigo Fabiano!!!
ResponderExcluirViagem maravilhosa com amigo sensacionais! Já estamos ansiosos pelas próximas viagens! Obrigado amigo Fabiano!!!
ResponderExcluirHistória da viagem foi show, Deus guie sempre vocês👏👏👏
ResponderExcluir