terça-feira, 17 de maio de 2016

Viagem da Semana Santa 2016 - Paracuru CE


Mais um feriado de Semana Santa chegou e como já virou tradição em nosso Moto Grupo, fizemos a nossa viagem deste período. Para este ano o local preferido pelos amigos Calangos deveria ser com praia, pois já havíamos viajado para serra (Triunfo – PE) e rio (Petrolina - PE/Juazeiro - BA)... as opções eram muitas, pois o nosso estado é detentor de várias e boas delas, a preferida era Jericoacoara... mas devido ao pouco tempo para a viagem e a intenção de diminuir o custo da mesma decidimos por Paracuru.
Depois de alguns duros contratempos o grupo da viagem acabou reduzido a dois casais... eu e minha esposa Tamires e os amigos Jorge e Ludmila.

Combinamos a saída para as 4h da quinta-feira, 24 de março. Neste horário passamos na casa deles e de lá partimos para encarar os mais de 380km que percorreríamos até o nosso destino. Neste trajeto os maiores desafios que esperávamos seriam, além da distância, os trechos esburacados da BR 020, as chuvas e as rodovias estaduais que ainda não conhecíamos.
O primeiro trecho da viagem foi o mais difícil, a escuridão da madrugada com os buracos da BR 020 obrigaram a diminuirmos a velocidade e chegarmos a Boa Viagem com o dia já claro por volta das 6h da manhã... e na chegada nosso primeiro banho de chuva... aproveitamos para nossa parada providencial do café da manhã, que nos daria a energia necessária para continuarmos.
 Dando continuidade à nossa viagem topamos, no que para nós seria uma surpresa, a falta de gasolina aditivada nos postos que estão às margens da BR 020, isso aconteceu em Boa Viagem e também em Canindé, onde inclusive, chegamos a entrar na cidade procurando o combustível especial e não encontramos. Pouco depois de Canindé chegaríamos a Santa Fé, ponto no qual deixamos para trás a BR 020 com seus trechos esburacados e trânsito pesado, vencidos com prudência, algumas freadas bruscas e sustos esperados... e passamos a transitar na CE 253 que nos levou para Paramoti.
A pouca distância entre as cidades e a novidade do trajeto fizeram a passagem pelo trecho das estaduais CE 254 e 341 aparentar ser mais rápido, pois mal percebemos, havíamos passado por Paramoti, General Sampaio e Apuiarés. Na terceira combinamos uma parada rápida para descanso e uma re-hidratada... e aconteceu um fato engraçado, quando três garotos em bicicletas observando a nossa chegada, parada e ao tirarmos os capacetes e acessórios, nos perguntaram se éramos da polícia... para tirar uma onda, respondi que sim... continuaram interrogando se estávamos a procura de bandidos... e resolvi deixá-los ainda mais curiosos respondendo que não podia dizer pois estávamos em uma operação secreta, eles saíram cochichando muito e por longo período olhando para trás, para nós e para as motos, foi difícil segurar o riso.
Logo passamos também pela cidade de Pentecoste, na qual está o grande açude Pereira de Miranda, que impressionou pelo porte, mesmo estando com baixo volume de águas. Bem próximo estava a região metropolitana de Fortaleza, o cruzamento com a BR 222 e seguindo o cruzamento com a CE 085, e com ele a sensação de que já estávamos chegando, faltava pouco.
Ainda curtindo a novidade da paisagem e do clima de litoral chegamos ao nosso destino. Por volta das 11h20min chegávamos a Paracuru. Na entrada fomos recepcionados por uma grande operação policial com blitz de trânsito, após passarmos por ela, combinamos almoçar logo, antes de procurar a pousada que nos hospedaríamos. A busca por um restaurante nos levou ao centro, bem na praça da matriz. Um agradável self-service foi o local escolhido e lá mesmo encontramos com a Cláudia, tauaense Madrinha da Ludmila que há alguns anos mora em Paracuru.
Almoçamos, conversamos e depois de aceitarmos o convite para o almoço no dia seguinte na casa de Cláudia saímos para procurar o hotel. Eu já esperava alguma dificuldade, mas quando percebemos que estava difícil até os moradores da cidade informarem sobre ele, comecei a me preocupar. Mas não demorou muito conseguimos encontrar. O local, pouco sinalizado e de difícil acesso devido à pavimentação em paralelepípedo ruim, escondia um hotel diferente, agradável e muito bonito – estilo chácara com os quartos sendo pequenos chalés.

À tardinha fomos para o primeiro passeio na orla de Paracuru. O acesso não era muito legal, a região não recebe os devidos cuidados dos órgãos públicos com relação à limpeza e serviços turísticos, mas a beleza e tranquilidade do local fizeram valer a pena. Passamos um tempinho em uma barraca na praia, comemos uns petiscos e voltamos ao hotel. Retornamos à noite para mais uma volta... agora na praça da matriz, onde era bem movimentado. Jantamos, compramos algumas lembrancinhas e curtimos o clima agradável da primeira noite. Não fechamos o primeiro dia considerando-o excelente porque a minha moto resolveu me assustar voltando a apresentar a falha ao dar a ignição. Um bom e velho tranco resolveu por aquele momento.
Na sexta de manhã curtimos a praia de Paracuru. Muito agradável, tranquila, vendedores, muitas ondas e pescadores em jangadas, a cara do nosso Estado. Só estranhamos a presença constante de cachorros pela areia da praia, o que não considero correto. Tirando isso... muito boa manhã... inclusive com o Dindinzão... Vai um aí?


Visitamos a Cláudia, madrinha da Ludmila, e conhecemos sua família no almoço. Pessoas simples e maravilhosas que pela receptividade e bom papo nos cativaram rapidamente. A surpresa foi que sua casa ficava relativamente perto do hotel. Combinamos nos ver a noite na praça central. E voltamos para o hotel para descansar e curtir o fim de tarde na piscina.
No hotel mais amizades foram conquistadas, Elifran e Andreya, casal de Fortaleza que curtia o feriado viajando de moto, o interessante era que ela também é professora de Educação Física.
Na manhã do sábado organizamos o grupo para um passeio que seria próximo de Paracuru, agora também com Elifran e Andreya na terceira moto e a Cláudia e seu esposo Valdemir de carro. Visitas inesperadas fizeram Valdemir mudar os planos e ele acabou decidindo apenas nos indicar o caminho guiando-nos até a saída de Paracuru para Lagoinha. Para nossa alegria ele não resistiu e acabou mesmo indo conosco até lá...
Lagoinha nos surpreendeu pelo porte, beleza e organização. A família da Cláudia precisou voltar próximo ao meio dia por causa das visitas... mas ficamos até umas 14h, embora quiséssemos ficar mais. Visitamos o Tio do amigo Jorge que mora em Lagoinha antes de voltar. Ao retornarmos para Paracuru fechamos o dia na piscina... e mais uma vez fomos dar uma volta noturna na praça da cidade.
Chegado o dia da volta, o domingo, logo cedo, a surpresa inesperada e indesejada... minha Lander não ligou... depois de várias tentativas para pegar no tranco... com todo o apoio e esforço físico do amigo Jorge... conseguimos... saímos, mas logo ela apagou. Recorremos ao casal amigo Valdemir e Cláudia que de pronto apareceram e deram todo o suporte levando-nos inclusive para fazer uma limpeza no bico de injeção da moto. Resolvido o problema da moto, por volta das 10h iniciávamos a viagem de volta.
No trajeto da volta os desafios seriam: a insegurança com relação ao problema da moto, o tempo para a viagem, devido ao atraso da saída e a rota, que agora passaria por Fortaleza, o que sempre gera mais atenção e cuidado na travessia da grande Metrópole... mas fomos surpreendidos também com o grande fluxo de veículos retornando do interior para a capital no fim do feriadão (ainda bem que não era o mesmo sentido que estávamos) e as várias chuvas rápidas que nos pegaram durante o percurso.
A rodovia CE 085 duplicada fez com que o grande fluxo de veículos indo para a capital andasse bem, embora existam muitos foto-sensores; passamos tranquilamente por Caucaia e Fortaleza andamos bem até Canindé... quando decidimos parar para o almoço.
Após a parada para nos alimentarmos, prosseguimos no caminho de casa... mais tranquilos, pois a moto funcionava bem e porque iríamos passar pelo trecho esburacado ainda com a luz do dia. Durante essa passagem, a judiação dos buracos fez com que se soltassem os pinos prendedores da borracha que protege a suspenção da sujeira jogada pelo pneu traseiro da minha moto. Ao percebermos a situação através do barulho paramos assim que pudemos, na Cruzeta, para improvisar uma amarra com um canudinho de refrigerante (criatividade do nosso amigo Jorge que resolveu até a chegada).
Pouco depois da Cruzeta, entrando no município de Tauá, escureceu... diminuímos a velocidade e aumentamos o cuidado e atenção para evitar alguma surpresa desagradável na chegada. Pouco antes das 19h chegamos em Tauá. Nos despedimos dos companheiros de viagem Jorge e Ludmila próximo do entroncamento da BR 020 com a Av. Chermont Alves de Oliveira e tomamos o rumo de casa, cansados e felizes por termos conseguido cumprir mais uma AVENTURA, essa com direito ao que de melhor podemos encontrar em nossas viagens, novas amizades, lugares incríveis, sensação de liberdade e companheirismo, e também a imprevistos e sustos que estamos sempre sujeitos, mas no final, com a graça de Deus, chegamos bem e em paz!
Valeu!!!

3 comentários:

  1. Viagem maravilhosa com amigo sensacionais! Já estamos ansiosos pelas próximas viagens! Obrigado amigo Fabiano!!!

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  2. Viagem maravilhosa com amigo sensacionais! Já estamos ansiosos pelas próximas viagens! Obrigado amigo Fabiano!!!

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  3. História da viagem foi show, Deus guie sempre vocês👏👏👏

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