sexta-feira, 29 de junho de 2012

CEARAPIÓ!




Inspirado no rally de sucesso CeraPió ou Piocerá, o nome já diz onde é a viagem destas férias. Mas, só foi inspiração mesmo no nome, pois não tem nada de pressa nem de terra, etc...
Começou a viagem de férias de 2012!
Esta que tem a companhia do amigo calango Rhimaykon (ainda não estou nem acreditando) que, embora tauaense, mora há alguns anos no Crato.
A viagem começou no dia 28 de junho de 2012 às 14h45min, quando passei na casa da Dinamária, para deixar a chave de casa e registrar oficialmente a saída.

O primeiro trecho da viagem era seguir até o Crato, onde participo no período de 29 de junho a 1º de julho de um encontro que reunirá educadores que trabalham nas escolas que são mantidas pela mesma Congregação de Religiosas que o Colégio Antônio Araripe. Antes, porém, passar em Juazeiro para rever a família de meu Tio.

A primeira etapa... concluída... e embora o trecho fosse bastante conhecido, pelas viagens anteriores... cada viagem é única. Antes de chegar em Aiuaba, avistei de longe os nevoeiros que escureciam o horizonte, a chuva estava próxima... e precisei parar e vestir a calça protetora e guardar a máquina no bauleto.

A chuva não era forte, encontrei com a mesma pouco antes da cidade de Aiuaba, e ela me acompanhou até Assaré. Melhorou o clima, ficou mais frio e agradável viajar...
Até que a moto pediu reserva... com menos de 150 km rodados, um fato estranho, mas logo percebi que era pelo peso da bagagem e pela velocidade mantida sempre entre 90 e 100 km/h. Em Nova Olinda re-abasteci e segui até o Crato, onde já anoitecendo voltou a serenar. Na Av. Padre Cícero, que liga as cidades do Crato e Juazeiro, a chuva ficou mais forte, e cometi um erro em um semáforo que me deixou preocupado se fui fotografado pelo foto sensor, a água no asfalto dificultou a visualização da marcação e quando vi parei com o sinal amarelo sobre a faixa, quando resolvi continuar, fiquei na dúvida se já havia acendido o vermelho.
Passado o primeiro susto, segui. Um raio pode não cair duas vezes no mesmo lugar, mas passa perto... Já em Juazeiro, ao transitar atrás de um ônibus coletivo, não vi que o grandão passou um sinal vermelho e acabei cometendo o mesmo erro... chateado e preocupado, agora só resta aguardar se os castigos vão chegar.
Depois disso, cheguei na casa de Tio Francisco, abraços, conversas, tirando as roupas molhadas, um bom banho e jantar gostoso... pronto... só descansar e dormir.
Sexta-feira, dia 29, um dia de passeio, bem light, passei um pedaço com meu Tio no mercado onde ele trabalha. E a tarde fui ao Crato, visitar o companheiro de viagem Rhimaykon, que demonstrou estar bem ansioso. A noitinha se reunir com os colegas professores para o encontro que vai durar até domingo.


Os dias 29 e 30 de junho e o dia 1º de julho passei no Encontro de Educadores Teresianos. À tarde fui para a casa do Rhimaykon, preparar o que faltava para a viagem. O amigo Jarbas estava lá, e combinamos que ele iria conosco até Aratama, pouco depois de Nova Olinda (foi o máximo que conseguimos, e é que chegamos a propô-lo para nos acompanhar até Picos). Assistimos a uns filmes, calibramos os pneus e abastecemos as motos. Após jantarmos, voltamos a assistir filmes, e fomos dormir por volta das 23h, um pouco tarde para quem acordaria às 4 da manhã e viajaria o dia todo.
Enfim chegou o grande dia. Acordamos às 4h da manhã, colocamos a bagagem nas motos e nos arrumamos. Umas fotos para registrar a saída... e tudo pronto... o amigo Jarbas saiu na frente em seu carro.




O clima estava ótimo, friozinho da madrugada, tudo calmo no “Cratinho de Açúcar”... só impressão – mal saímos da cidade, nos deparamos com uma cena pós acidente. Os envolvidos, duas mulheres e um homem, apenas uma moto na via, e já algumas pessoas observando e a polícia estavam no local. Com certeza não é um bom presságio para quem está começando uma aventura como a nossa, mas seguimos.
Apesar do frio, a Chapada do Araripe ficou ainda mais bonita com o nascer do sol. Eu ainda não tinha curtido isso. Rapidinho chegamos à Aratama, nossa primeira parada programada, para despedida do nosso amigo Jarbas, que voltando para Tauá, iria aproveitar suas férias em São Paulo, por isso não pôde nos acompanhar nesse passeio.


Passadas as despedidas seguimos em direção a Araripe, foi então que nos demos conta de que a viagem realmente havia começado. Sozinhos, em um caminho pouquíssimas vezes percorrido por mim e nenhuma pelo Rhimaykon avançamos. Ele na frente com sua YBR 125, para que ditasse o ritmo no que ele já costumava viajar, já que o mesmo expressara preocupação se eu viajaria em um ritmo mais puxado com a minha 250 e assim não conseguiria me acompanhar, de pronto, tranquilizei-o, porque não gosto de velocidades altas.
Após Araripe, em direção a Campos Sales, percebemos a mudança da vegetação, a transição da região do Cariri para o sertão, ficou meio mesclada, mas uma região muito bonita. Ao chegarmos em Campos Sales, combinamos parar para merendar. Comemos bastante e seguimos em direção à divisa dos estados do Ceará e Piauí, bem ansiosos por visitarmos a Moto Moura em Picos.

A Lander respondeu bem a velocidade e ao peso reduzidos, o que melhorou sua autonomia de combustível. O meu primeiro abastecimento foi na cidade de Fronteiras – PI. Seguindo para Picos, preveni o Rhimaykon quanto ao tráfego pesado na BR 316. O que não se confirmou, encontramos poucos caminhões. Ao passarmos pelo entroncamento com a BR 020, que se encaminha para Tauá, uma situação inesperada nos aconteceu. Uma viatura da Polícia Rodoviária Federal, que veio da 020 e entrou à nossa frente na 316, parou repentinamente, os policiais saíram da mesma com a mão na arma e fazendo sinal para pararmos... a abordagem foi tranquila, apresentamos os documentos, perguntaram de onde éramos e pra onde iríamos... e autorizaram que seguíssemos viagem.
Chegamos em Picos, o Rhimaykon abasteceu e fomos rumo ao Bairro Bomba, onde fica a loja da Moto Moura. Quando chegamos nos surpreendemos, uma estrutura belíssima, bem arrumada, com muitas opções de material. O Rhimaykon escolheu a jaqueta, pagamos e tiramos as fotos para inaugurar a aquisição do amigo. A loja só perde no quesito atendimento, pois não oferece muitas facilidades de pagamento, e os atendentes não são muito simpáticos. O rapaz chegou, inclusive, a dizer que era melhor fazer a compra pelo site. “Pode um negócio desses?!”


Era por volta das 10h quando continuamos a viagem, desta feita, em direção à capital piauiense. Até Ipiranga, quando paramos para almoçar, já deu para perceber como seria viajar de moto no Piauí durante o período vespertino, e o pior, de frente para o sol.
Um churrasco caprichado em um intervalo demorado para descanso e recuperação das energias foi o nosso almoço. Interrompido quase às 14h para continuarmos a viagem.

Não são muitas cidades piauienses no percurso da BR 316. Mas o que impressionou o Rhimaykon foi o nome das mesmas: Valença, Elesbão Veloso e Demerval Lobão são alguns exemplos. 


O Sol e o calor castigaram bastante, mas por volta das 17h30min chegamos em Teresina. O cuidado para não errarmos o caminho e a atenção para encontrarmos um local para nos hospedarmos marcaram essa chegada. Foi fácil encontrar o Terminal Rodoviário, onde alguns pequenos hotéis e pousadas estão localizados bem em frente. O Hotel Frota, foi o primeiro visitado e escolhido para a pernoite. Após um banho para renovar, fomos dar uma volta e procurar um lugar para jantarmos. O lugar escolhido para a volta acabou sendo a Rodoviária, e o jantar acabou sendo no restaurante vizinho ao hotel.

Para concluir nosso primeiro dia de viagem, só uma boa noite de sono, para nos renovarmos para seguirmos em direção à Parnaíba.
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