Inspirado no rally de sucesso CeraPió ou Piocerá, o nome já
diz onde é a viagem destas férias. Mas, só foi inspiração mesmo no nome, pois não
tem nada de pressa nem de terra, etc...
Começou a viagem de férias de 2012!
Esta que tem a companhia do amigo calango Rhimaykon (ainda
não estou nem acreditando) que, embora tauaense, mora há alguns anos no Crato.
A viagem começou no dia 28 de junho de 2012 às 14h45min,
quando passei na casa da Dinamária, para deixar a chave de casa e registrar
oficialmente a saída.
O primeiro trecho da viagem era seguir até o Crato, onde
participo no período de 29 de junho a 1º de julho de um encontro que reunirá
educadores que trabalham nas escolas que são mantidas pela mesma Congregação de
Religiosas que o Colégio Antônio Araripe. Antes, porém, passar em Juazeiro para
rever a família de meu Tio.
A primeira etapa... concluída... e embora o trecho fosse
bastante conhecido, pelas viagens anteriores... cada viagem é única. Antes de chegar
em Aiuaba, avistei de longe os nevoeiros que escureciam o horizonte, a chuva
estava próxima... e precisei parar e vestir a calça protetora e guardar a
máquina no bauleto.
A chuva não era forte, encontrei com a mesma pouco antes da
cidade de Aiuaba, e ela me acompanhou até Assaré. Melhorou o clima, ficou mais
frio e agradável viajar...
Até que a moto pediu reserva... com menos de 150 km rodados,
um fato estranho, mas logo percebi que era pelo peso da bagagem e pela
velocidade mantida sempre entre 90 e 100 km/h. Em Nova Olinda re-abasteci e
segui até o Crato, onde já anoitecendo voltou a serenar. Na Av. Padre Cícero,
que liga as cidades do Crato e Juazeiro, a chuva ficou mais forte, e cometi um
erro em um semáforo que me deixou preocupado se fui fotografado pelo foto
sensor, a água no asfalto dificultou a visualização da marcação e quando vi
parei com o sinal amarelo sobre a faixa, quando resolvi continuar, fiquei na
dúvida se já havia acendido o vermelho.
Passado o primeiro susto, segui. Um raio pode não cair duas
vezes no mesmo lugar, mas passa perto... Já em Juazeiro, ao transitar atrás de
um ônibus coletivo, não vi que o grandão passou um sinal vermelho e acabei
cometendo o mesmo erro... chateado e preocupado, agora só resta aguardar se os
castigos vão chegar.
Depois disso, cheguei na casa de Tio Francisco, abraços,
conversas, tirando as roupas molhadas, um bom banho e jantar gostoso...
pronto... só descansar e dormir.
Sexta-feira, dia 29, um dia de passeio, bem light, passei um
pedaço com meu Tio no mercado onde ele trabalha. E a tarde fui ao Crato,
visitar o companheiro de viagem Rhimaykon, que demonstrou estar bem ansioso. A
noitinha se reunir com os colegas professores para o encontro que vai durar até
domingo.
Os dias 29 e 30 de junho e o dia 1º de julho passei
no Encontro de Educadores Teresianos. À tarde fui para a casa do Rhimaykon,
preparar o que faltava para a viagem. O amigo Jarbas estava lá, e combinamos
que ele iria conosco até Aratama, pouco depois de Nova Olinda (foi o máximo que
conseguimos, e é que chegamos a propô-lo para nos acompanhar até Picos). Assistimos
a uns filmes, calibramos os pneus e abastecemos as motos. Após jantarmos, voltamos
a assistir filmes, e fomos dormir por volta das 23h, um pouco tarde para quem
acordaria às 4 da manhã e viajaria o dia todo.
Enfim chegou o grande dia. Acordamos às 4h da manhã,
colocamos a bagagem nas motos e nos arrumamos. Umas fotos para registrar a
saída... e tudo pronto... o amigo Jarbas saiu na frente em seu carro.
O clima estava ótimo, friozinho da madrugada, tudo
calmo no “Cratinho de Açúcar”... só impressão – mal saímos da cidade, nos deparamos
com uma cena pós acidente. Os envolvidos, duas mulheres e um homem, apenas uma
moto na via, e já algumas pessoas observando e a polícia estavam no local. Com
certeza não é um bom presságio para quem está começando uma aventura como a
nossa, mas seguimos.
Apesar do frio, a Chapada do Araripe ficou ainda
mais bonita com o nascer do sol. Eu ainda não tinha curtido isso. Rapidinho
chegamos à Aratama, nossa primeira parada programada, para despedida do nosso
amigo Jarbas, que voltando para Tauá, iria aproveitar suas férias em São Paulo,
por isso não pôde nos acompanhar nesse passeio.
Passadas as despedidas seguimos em direção a Araripe,
foi então que nos demos conta de que a viagem realmente havia começado.
Sozinhos, em um caminho pouquíssimas vezes percorrido por mim e nenhuma pelo
Rhimaykon avançamos. Ele na frente com sua YBR 125, para que ditasse o ritmo no
que ele já costumava viajar, já que o mesmo expressara preocupação se eu
viajaria em um ritmo mais puxado com a minha 250 e assim não conseguiria me acompanhar,
de pronto, tranquilizei-o, porque não gosto de velocidades altas.
Após Araripe, em direção a Campos Sales, percebemos
a mudança da vegetação, a transição da região do Cariri para o sertão, ficou
meio mesclada, mas uma região muito bonita. Ao chegarmos em Campos Sales,
combinamos parar para merendar. Comemos bastante e seguimos em direção à divisa
dos estados do Ceará e Piauí, bem ansiosos por visitarmos a Moto Moura em
Picos.
A Lander respondeu bem a velocidade e ao peso
reduzidos, o que melhorou sua autonomia de combustível. O meu primeiro
abastecimento foi na cidade de Fronteiras – PI. Seguindo para Picos, preveni o
Rhimaykon quanto ao tráfego pesado na BR 316. O que não se confirmou,
encontramos poucos caminhões. Ao passarmos pelo entroncamento com a BR 020, que
se encaminha para Tauá, uma situação inesperada nos aconteceu. Uma viatura da
Polícia Rodoviária Federal, que veio da 020 e entrou à nossa frente na 316,
parou repentinamente, os policiais saíram da mesma com a mão na arma e fazendo
sinal para pararmos... a abordagem foi tranquila, apresentamos os documentos,
perguntaram de onde éramos e pra onde iríamos... e autorizaram que seguíssemos
viagem.
Chegamos em Picos, o Rhimaykon abasteceu e fomos
rumo ao Bairro Bomba, onde fica a loja da Moto Moura. Quando chegamos nos
surpreendemos, uma estrutura belíssima, bem arrumada, com muitas opções de
material. O Rhimaykon escolheu a jaqueta, pagamos e tiramos as fotos para
inaugurar a aquisição do amigo. A loja só perde no quesito atendimento, pois
não oferece muitas facilidades de pagamento, e os atendentes não são muito
simpáticos. O rapaz chegou, inclusive, a dizer que era melhor fazer a compra
pelo site. “Pode um negócio desses?!”
Era por volta das 10h quando continuamos a viagem,
desta feita, em direção à capital piauiense. Até Ipiranga, quando paramos para
almoçar, já deu para perceber como seria viajar de moto no Piauí durante o
período vespertino, e o pior, de frente para o sol.
Um churrasco caprichado em um intervalo demorado
para descanso e recuperação das energias foi o nosso almoço. Interrompido quase
às 14h para continuarmos a viagem.
Não são muitas cidades piauienses no percurso da BR
316. Mas o que impressionou o Rhimaykon foi o nome das mesmas: Valença, Elesbão
Veloso e Demerval Lobão são alguns exemplos.
O Sol e o calor castigaram
bastante, mas por volta das 17h30min chegamos em Teresina. O cuidado para não
errarmos o caminho e a atenção para encontrarmos um local para nos hospedarmos
marcaram essa chegada. Foi fácil encontrar o Terminal Rodoviário, onde alguns
pequenos hotéis e pousadas estão localizados bem em frente. O Hotel Frota, foi
o primeiro visitado e escolhido para a pernoite. Após um banho para renovar,
fomos dar uma volta e procurar um lugar para jantarmos. O lugar escolhido para
a volta acabou sendo a Rodoviária, e o jantar acabou sendo no restaurante
vizinho ao hotel.
Para concluir nosso primeiro dia de viagem, só uma
boa noite de sono, para nos renovarmos para seguirmos em direção à Parnaíba.


